Fique por dentro dos acontecimentos arqueológicos no Brasil.
9 de abril de 2019
Benzedeiras e benzedores na Câmara Municipal de Florianópolis
5 de abril de 2019
Investigação arqueológica no Vale do Rio Iratim, região sul do Paraná
30 de março de 2019
Equipe realiza Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico
28 de março de 2019
Patrimônio Arqueológico é mapeado na região central do Paraná
18 de março de 2019
Arqueologia no centro-sul do Paraná
11 de março de 2019
Pesquisa arqueológica no litoral norte de Santa Catarina
8 de março de 2019
Pesquisa Arqueológica em Tubarão – SC: cartografia como ferramenta para compreensão das mudanças na paisagem
28 de fevereiro de 2019
Espaço Arqueologia recebe professor italiano
O ato de benzer é uma tradição que desafia a medicina tradicional. Até o século XX, nos interiores do Brasil, a prática poderia ser a única chance de cura e, mesmo nos dias de hoje, esse conhecimento popular ofuscado pela modernidade ainda resiste ao tempo.
Pensando em ampliar o acesso às pessoas que detém esse saber na capital catarinense, colaboradoras da Espaço Arqueologia criaram O Mapa das Benzedeiras. O guia faz parte do projeto As benzedeiras de Florianópolis: inventariando saberes, viabilizado a partir da premiação do edital Elisabete Anderle da Fundação Catarinense de Cultura, na categoria Cultura Imaterial, programa de estímulo à iniciativas culturais e artísticas no estado.
Atendendo à solicitação do vereador Marquito do PSOL, o projeto foi levado para o conhecimento do plenário da Câmara Municipal de Florianópolis. Durante a sessão Grande Expediente, ocorrida em 8 de abril de 2019, foi prestada homenagem ao saber secular com a participação de 8 benzedeiras e 2 benzedores. Cerca de 80 ouvintes foram especialmente para conhecer a prática e lotaram a área aberta ao público.
Durante a apresentação, a cientista social Dra. Tade-Ane Amorim socializou os resultados do projeto, destacando a importância de existirem editais públicos de incentivo ao patrimônio cultural. Argumentou ainda que as práticas de benzimento são viabilizadas numa configuração urbana, que possibilita ocupar os espaços públicos e conhecer os vizinhos.
Na sequência, a plenária abriu espaço de fala para Dona Ondina, benzedeira do Ribeirão da Ilha e uma das mais antigas na capital. Para finalizar a sessão de maneira especial, os presentes receberam benção coletiva.
Crédito fotos: Pedro Amorim.